VISUAREA: com você desde 2014  
 

CATEGORIAS

 

Paulo Darzé Galeria de Arte na Sparte/2016

por João Taboada29/03/2016
Um dos maiores eventos do mercado de arte acontece a partir do dia 6 (abertura) até dia 9 de abril, no “Pavilhão da Bienal”, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Mais uma vez, participando desde a primeira edição em 2005, a Paulo Darzé Galeria de Arte se fará presente. Desta vez em dois espaços. No estande E4 apresentando cerca de 50 trabalhos em óleo, vinil e desenhos a nanquim do artista Carybé, com obras datadas dos anos 30 até os 80.

No outro estande, o J9, uma mostra coletiva apresentando obras em desenhos, fotografias, pinturas, esculturas e objetos de 24 artistas contemporâneos brasileiros - Almo, José Bechara, Vauluizo Bezerra, Miguel Rio Branco, Waltercio Caldas, Amilcar de Castro, Hildebrando de Castro, Leda Catunda, Antonio Dias, Caetano Dias, Sérvulo Esmeraldo, João Farkas, Pico Garcez, Kilian Glasner, Ayrson Heráclito, Gonçalo Ivo, Mario Cravo Neto, Florival Oliveira, Paulo Pereira, José Resende. Iuri Sarmento, Marcelo Solá, Nádia Taquary e Tunga.

Carybé
Escrito especialmente para o catálogo que acompanha a exposição de Carybé na SPARTE/2016, Claudius Portugal revive a trajetória artística do artista no texto que segue abaixo:
“Hector Júlio Paride Bernabó. Dito assim, muitos poderão não saber de quem se trata. Mas, ouvindo dizer, Carybé, há a certeza de que poucos deixarão de lembrar as suas pinturas, murais, desenhos, esculturas, gravuras, painéis, ilustrações.
Em sua biografia constante em catálogos, Carybé teve como local de nascimento, Lanus, um subúrbio de Buenos Aires, Argentina, em 9 de fevereiro de 1911. Mas esta é a versão oficial.
Para Jorge Amado a história é outra, e que tudo isto tem o evidente intuito de confundir críticos de arte e enrolar biógrafos.
Vejam as cenas da vida pobre e popular da Bahia – as choupanas entre coqueiros, o povo nas ‘invasões’, ao longe o mar sem igual no mundo, o mercado tão cheio de cor e movimento - e se darão conta de que alguém capaz de assim pintar a Bahia, com tamanho conhecimento e tão extremado amor não poderia fazê-lo, por mais talento que possuísse, se não houvesse ali nascido!
Não para dirimir dúvidas ou esclarecer seu registro civil, ou a poesia que o envolve, encurtando a conversa, Carybé desde 1957 naturalizou-se baiano, isto é, legalmente cidadão brasileiro, por livre escolha; em 1963 recebeu o título de Cidadão de Salvador; em 1976 Cavaleiro Grão-Mestre da Ordem do Mérito da Bahia; em 1982, Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia, e somando-se a todos o de Obá do Candomblé Axé-Opô Afonjá.
Alguém mais baiano? Se restar alguma dúvida esta agora fica pertencendo ao bairro que nasceu, já que dele diziam ser um exímio tocador de berimbau, um cantor de samba de rodas, um frequentador dos mercados, um ofertante de Yemanjá, um devoto da pimenta e do dendê, além de outras façanhas e vivências.
Esquecendo a naturalidade, passemos para o trabalho. É dele esta declaração: “Gosto de gente, de bichos, da terra. Cada coisa tem uma linguagem própria, através da qual pode ser expressa. O mural, a pintura a óleo, ou têmpera vinil, tudo são formas para fixar meu trânsito por este mundo”.
Considerando 1950 o marco. Vive, trabalha, e com outros artistas renova arte na Bahia. Anteriormente, aí está o começo, fez mostras desde 1940 no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires; ganha o 1º prêmio do ‘Salon de Grabadores’, 1943; Instituto dos Arquitetos do Rio de Janeiro, 1945; Pan American Unior, Washington DC, Estados Unidos, 1948. A lista é muito grande e por vários países. Vejamos alguns outros dados: 1º prêmio em desenho na III Bienal de São Paulo, 1955; participação na XXVII Bienal de Veneza, 1956; I Bienal de Artes Plásticas da Bahia, 1966; Sala especial na XI Bienal de São Paulo; medalha de ouro na I Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, 1973.
No mais, são muitas obras espalhadas pelo mundo. Murais no Aeroporto Kennedy, New York, Estados Unidos; Aeroporto de Miami; Aeroporto Tom Jobim-Galeão, Rio de Janeiro, Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, Salvador, Bahia, cidade onde suas obras se espalham por edifícios e monumentos, assim como São Paulo, ressalve-se o mural no Memorial da América Latina; ou Rio de Janeiro, Londres ou Buenos Aires, e o painel para a Embaixada Brasileira em Lagos, na Nigéria.
Seus trabalhos integram coleções dos Museus de Arte Moderna de New York, São Paulo, Bahia, Arte Contemporânea de Lisboa, Rade de Hamburgo/Alemanha, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa/Portugal. Em 1992 teve o quadro São Sebastião adquirido pelo Museu Vaticano.
Além de autor de álbuns preciosíssimos, como As sete portas da Bahia, Iconografia dos deuses Africanos no Candomblé da Bahia, Sete Lendas Africanas da Bahia, ilustrou obras de autores magistrais da literatura como Jorge Amado, Gabriel Garcia Marques, Rubem Braga, e Macunaíma de Mario de Andrade. Em 1989, com uma mostra individual no Museu de Arte de São Paulo, MASP, lançou o livro Carybé, abrangendo toda a sua obra até aquele momento, com edição e fotografias de Bruno Furrer.
Assim sendo pintor, desenhista, gravador, escultor, muralista, ilustrador, cenógrafo, figurinista, Carybé tem na sua obra o que dele disse Jorge Amado no livro O capeta Carybé: uma recriação da Bahia em sua verdade completa, a paisagem e o povo. As emoções, os sentimentos, os hábitos, a dor, a tristeza, a alegria, a miséria, aluta, a esperança, o drama, a solidão, e a festa, a mistura imensa e decisiva. Com isto levou a Bahia mundo afora, reproduzindo-lhe a beleza e o gênio podemos vê-lo nos quatros cantos do universo.
Carybé faleceu na Bahia em 2 de outubro de 1997. Durante sua vida fez três exposições na Paulo Darzé Galeria de Arte, em Salvador/Bahia, que agora apresenta esta mostra homenagem na SPArte/2016”.

Mostra coletiva
No outro estande, o J9, a Paulo Darzé Galeria apresenta uma coletiva com desenhos, fotografias, pinturas, esculturas, objetos, dos artistas Almo, José Bechara, Vauluizo Bezerra, Miguel Rio Branco, Waltercio Caldas, Amilcar de Castro, Hildebrando de Castro, Leda Catunda, Antonio Dias, Caetano Dias, Sérvulo Esmeraldo, João Farkas, Pico Garcez, Kilian Glasner, Ayrson Heráclito, Gonçalo Ivo, Mario Cravo Neto, Florival Oliveira, Paulo Pereira, José Resende. Iuri Sarmento, Marcelo Solá, Nádia Taquary e Tunga.

A galeria
Com um trabalho com finalidade bem definida, apresentando pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações e vídeos, a Paulo Darzé Galeria é um espaço localizado em Salvador/Bahia, (Rua Dr. Chrysippo de Aguiar 8, Corredor da Vitória 40080-310 Tel: (71) 3267 0930 (71) 9 9918 6205 paulodarze@terra.com.br / www.paulodarzegaleria.com.br) dedicado exclusivamente para arte contemporânea nas suas mais variadas expressões, linguagens, técnicas, e uma referência por sua atuação ativa e efetiva no mercado brasileiro das artes ao realizar exposições individuais e coletivas, mostras permanentes do acervo, publicação de catálogos e livros, além de intensa participação em feiras nacionais e internacionais, com a ARCO – Feira de Arte Contemporânea/Madrid, SPArte, Arte Rio, ArteBrasília, entre outras.

Do dia 06 ao dia 09/04/2016, em São Paulo

https://www.visuarea.com.br/noticias/paulo-darze-galeria-de-arte-na-sparte2016?id=296
Curtiu? Apoie-nos compartilhando nas redes sociais.

Palavras chave: design bahia,arte bahia,visual, bahia



VEJA TAMBÉM
09/01/2024

Oficina A arte dos quadrinhos

21 JAN 24 - CAIXA Cultural Salvador




 
Este site usa cookies para registro de dados de navegação com fins puramente estatísticos, não representando, em nenhuma circunstância e como definido em nossa Política de privacidade, invasão à privacidade do usuário.
Ao navegar pelo site, você concorda com essa condição.